A cidade de Mondovi, na província de Cuneo, região de Piemonte, fica a 10 mil quilômetros de Nova Iguaçu. Foi de lá que 17 sacerdotes “Fidei Domun”, movimento criado por Pio XII, em 1957, para despertar a vocação missionária entre os padres diocesanos italianos, partiram em direção a Sorocaba (SP) e a Nova Iguaçu (RJ) nos anos 50 e 60.
Do grupo, apenas Renato Chiera permanece ativo na Baixada Fluminense.

OPORTUNIDADE
Na segunda-feira (21), o Padre Renato Chiera, comemorou 83 anos de idade no bairro de Miguel Couto, onde criou a Casa do Menor São Miguel Arcanjo, instituição que já deu oportunidades de trabalho a mais de 100 mil jovens e adultos em Nova Iguaçu, em Fortaleza, no Ceará e na Guiné Bissau, na África.
O religioso convive com a violência da periferia salvando jovens da criminalidade.
Para angariar recursos a instituição promoveu no sábado passado o Arraiá do Cumpadi Chiera.

DE MONDOVÍ PARA O MUNDO
Agora, o Padre Renato está lançando o livro “De Mondoví para o mundo e do mundo para Mondoví”, publicação que conta a experiência dos missionários italianos na periferia de Nova Iguaçu desde 1966, quando Dom Adriano Hipólito começou seu bispado na principal diocese da Baixada Fluminense.
Os missionários trabalharam nas comunidades católicas de Heliópolis, Cruzeiro do Sul, Nova Aurora, Lote Quinze, Santa Rita, entre outras. Duas religiosas italianas, Maria Oderda e Eleonora Pizzoti, ajudavam os sacerdotes no trabalho social.

VISITA A CASA DO MENOR
Esta semana o prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, e a vice-prefeita Roberta Teixeira foram a Miguel Couto visitar padre Renato Chiera. Saíram do encontro prometendo mais ajuda à instituição.
De acordo com o blog Nova Iguassu OnLine, a Prefeitura paga, mensalmente, R$ 48 mil para manter os jovens nas duas casas de acolhimento, o que não tem sido suficiente. Dudu Reina destacou a importância da Casa do Menor na ajuda ao poder público na área social e ficou de autorizar a instituição a não pagar taxas e impostos à prefeitura, fazendo valer a lei que isenta instituições religiosas e filantrópicas destas obrigações tributárias.

PASSANDO O CHAPÉU
Para manter a instituição, padre Chiera passa o chapéu há décadas tentando sensibilizar os políticos. No ano passado, os deputados Dr. Luizinho (PP) e Juninho do Pneu (Republicanos) assinaram emendas parlamentares para manter os jovens aprendendo uma profissão nas diversas oficinas e cursos mantidos pela Casa do Menor.
No mês que vem, após o recesso parlamentar, Lúcia Inês, a Lucinha, embarca para Brasília. Ela pretende peregrinar pelos gabinetes de deputados e senadores com pedidos de ajuda financeira para uma das mais importante obra social da Baixada Fluminense.
Pela grandiosidade da obra social, de grande importância para a região, esperamos que obtenham êxito.
(*)Com Paulo Cezar Pereira, editor do Nova Iguassú OnLine