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“Escola de Mulheres – Uma Sátira ao Patriarcado” utiliza a sátira para propor reflexões sobre o machismo tóxico

Considerada ousada para a época, “Escola de Mulheres”, peça escrita pelo dramaturgo francês Molière no século XVII, ridicularizava a alta sociedade masculina por meio da exposição de suas atitudes para manter o domínio sobre as mulheres, ganha canções, comicidade e técnicas da commedia dell’arte em uma adaptação comandada pelo Grupo Lunar de Teatro, de São Paulo.

O espetáculo “Escola de Mulheres – Uma Sátira ao Patriarcado” será apresentado pela primeira vez no Rio de Janeiro, em um circuito que passará amanhã pelo Sesc Teresópolis, e, no sábado, no Sesc São João de Meriti.

Fotos/Crédito: Ronaldo-Gutierrez

A FUSÃO ENTRE A COMEDIA DELL’ART COM O FOLCLORE POPULAR BRASILEIRO

A narrativa de “Escola de Mulheres – Uma Sátira ao Patriarcado” é contada a partir da fusão da cultura europeia do século XVII, que leva aos palcos os tipos da commedia dell’arte, com o folclore popular brasileiro e seus elementos carnavalescos, além de buscar inspiração nas tradições afrobrasileiras e suas divindades como a pombagira, representando a sensualidade e libertação feminina.

Essa fusão traz à cena um espetáculo visualmente colorido, alegre e ritualístico, que também tem como base a linguagem de coro cênico.

Fotos/Crédito: Ronaldo-Gutierrez

UM NOVO CAMINHO

No palco, assim como na história original, Inês (Ana Clara Fischer) é uma jovem inocente destinada a casar-se com Arnolfo (Mau Machado), um velho burguês que a escolheu quando ainda era uma criança e a educou para ser uma esposa, submissa e dependente. Entretanto, quando a jovem chega na idade de se casar, um sonho a desperta para um caminho diferente daquele arquitetado por seu suposto benfeitor.

Fotos/Crédito: Ronaldo-Gutierrez

O OLHAR FEMININO

Escrita há quase 400 anos, “Escola de Mulheres” continua sendo um texto extremamente atual. Em cena, o Grupo Lunar de Teatro joga luz sobre as reflexões de Molière, revendo a história pelo olhar feminino e com uma crítica ao machismo limitante, reforçando a importância da sororidade entre mulheres para enfrentar o patriarcado estrutural.

“Apesar da perspectiva original para a época, Molière manteve no núcleo patriarcal todas as discussões e decisões importantes do enredo. A presença da mulher continua sendo secundária. Por essa razão, a adaptação que trazemos ao circuito Sesc mantém o canovaccio* do autor mas atualiza o texto, alterando algumas passagens para dar voz às personagens femininas já presentes no texto original e trazendo novas vozes na forma das narradoras, responsáveis por um olhar externo (cúmplice do público) de quem conhece a história e sabe que ela deveria seguir outro rumo”, afirma a diretora Suzana Muniz.

A comédia, a sátira e as canções entram em cena como um recurso para abordar as temáticas de maneira leve, mas também acessível ao público.

(*) Em teatro, o termo italiano canovaccio indica os elementos básicos da trama de uma peça, determinando, de maneira genérica, o seu desenvolvimento, sem entrar nos detalhes de cada cena.

Fotos/Crédito: Ronaldo-Gutierrez

SERVIÇO:

Escola de Mulheres – Uma Sátira ao Patriarcado

Espetáculo do Grupo Lunar de Teatro

Direção e adaptação:  Suzana Muniz

Direção Musical e músicas: Mau Machado

Elenco: Ana Clara Fischer, Angelina Miranda, Elvis Zemenoi, Lucas Sabatini, Mau Machado, Pamella Bravo, Suzana Muniz e Tom Freire.

Datas:

Sexta feira, 21/3, SESC Teresópolis, às 19h30

Sábado, 22/3, SESC São João de Meriti, às 18h

Ingressos:

SESC Teresópolis e SESC São João de Meriti:

R$ 15 (inteira)

R$ 7,50 (meia entrada para casos previstos por lei, estendida a professores e classe artística

Duração: 90 minutos

Censura: 12 anos

A apresentação será acessível em libras.

Foto/Capa: Thiago Cardinali

Fotos/Crédito: Ronaldo-Gutierrez

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