O Museu Vivo do São Bento (MVSB), em Duque de Caxias, promove amanhã (19/03), a Roda de Conversa “Ancestralidade, Acessibilidade e Produção Cultural: Protagonismo Feminino na Baixada Fluminense”, que será realizada na Sede Administrativa da instituição, e vai contar com emissão de certificado de participação.

Comandando a roda de conversa, com início previsto para às 14horas, foram convidados nomes importantes o cenário cultural da Baixada e do Rio de Janeiro.

Livia Fialho
Graduanda em marketing pela Unifatecie, Lívia Fialho é produtora cultural com mais de 15 anos de atuação em projetos socioculturais na Baixada Fluminense e Região Serrana do Rio de Janeiro. Fundadora do Coletivo Cultural Yabás, onde desenvolve ações formativas e artísticas com foco em dança, capoeira, audiovisual e literatura, voltadas para o fortalecimento do sagrado feminino.
Assina a produção de iniciativas premiadas pelas Leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, com ênfase em narrativas periféricas, protagonismo feminino e infância.
Livia atua como articuladora territorial em Magé, Petrópolis e Duque de Caxias, integrando redes de cultura, escolas públicas e coletivos populares.
Produziu ações como a 1ª Ocupação Cultural de Magé e o projeto audiovisual “Eu sou porque nós somos”, premiado em nível estadual.
Coordena ainda portfólios e propostas culturais para mestres da cultura popular e juventudes urbanas, sempre valorizando identidades negras e saberes tradicionais. Tem como marca a escuta sensível, a coerência técnica e a construção de processos criativos potentes e transformadores. Atua como coordenadora de projetos da Fundação de Cultura e Turismo de Magé.

Mãe Gilda
Gilda Correia Vieira, a Mãe Gilda, nasceu em Ubatuba, na Bahia, e foi iniciada, com um pouco mais de seis anos, na Nação Angola, na Casa do Bate Folha (BA).
Aos 13 anos, ela se mudou para o Rio de Janeiro, e, em Junho de 1990, recebeu o balaio de Axé na casa de Aumirê, neta de Ominderewa, em Santa Cruz da Serra, distrito de Duque de Caxias.
Mãe Gilda é iniciada no Ifá do Babalawo Ifá Tóbiloba Oje Tolu Egbe Lolá Esu Wale, também conhecido como Yfá Laloê.
Em Março de 1990, inaugurou o Ilê Ashé Odé Oran Caruanan, onde atua até hoje como Yalorishá de Odé, preservando e difundindo os fundamentos da Nação Angola e fortalecendo a ancestralidade no território.
Em 2023, Mãe Gilda foi agraciada com o título de Honoris Causa, em reconhecimento à sua trajetória religiosa, à valorização da memória ancestral e ao seu relevante trabalho comunitário nas periferias de Duque de Caxias.
Ela é também co-idealizadora da Orkestra Popular Barracão, que iniciou seus estudos e atividades no chão de sua própria casa, consolidando-se posteriormente em uma circulação de apresentações e ocupações artísticas em diversos espaços públicos e privados do Rio de Janeiro.

Lari Ferreira
Negra, artista das artes integradas e consultora em acessibilidade cultural, Lari Ferreira, é cria de Imbariê, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Comunicadora social e jornalista, formada pela Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
Lari é artista-expositora na 4ª Edição do Frestas – Trienal de Artes, realizada no Sesc Sorocaba. Foi artista-residente na Residência Incluir, da edição de 2025, do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio).
Atuou como educadora no Educativo da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV Parque Lage), e coordenadora de Acessibilidade Cultural na Quafá Produções, em 2024.
É diretora de produção formada em Engenharia de Produção Cultural, com ênfase em Cultura de Periferia, pelo Observatório de Favelas e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro/Unirio e em Técnicas Cênicas pela Divisão de Teatro da UERJ.

Deise Guilhermina
Doutora e mestre em Educação formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Deise Guilhermina atua na linha de pesquisa “Negro e Educação”.
Graduada em História e especialista em História do Brasil, a mestra é historiadora do Museu Vivo do São Bento, em Caxias, e da Rede Municipal de Educação do Rio de Janeiro.
Deise Guilhermina é tambem pesquisadora do Programa de Educação sobre o Negro na Sociedade Brasileira, do grupo de pesquisa Ecologias do Narrar e do projeto de extensão Reinvenção do Ler, do Escutar, do escrever e do Falar com Você.

Museu Vivo do São Bento
O Museu Vivo do São Bento é um complexo museológico, considerado o primeiro Ecomuseu de Percurso da Baixada Fluminense, e tem a gestão da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Duque de Caxias (SMCT/DC).
A sede administrativa, localizada na R. Benjamin da Rocha Júnior, s/n – no bairro São Bento, Duque de Caxias, abriga o Centro de Referência Patrimonial e Histórico de Duque de Caxias (CRPH), o Centro de Pesquisa, Memória e História da Educação de Caxias e da Baixada Fluminense (Cepemhed) e o Arquivo Público Municipal.
Na década de 1940, s edificação foi construída, pelo Ministério da Agricultura, para abrigar o hospital do Núcleo Colonial. Entretanto, primeiramente funcionou como armazém popular, escoando a produção das cooperativas dos colonos do Núcleo Colonial São Bento.
Quando o Ministério disponibilizou as edificações de sua Escola Agrícola Odilon Braga para o Patronato São Bento, a edificação foi transformada em escola para os filhos dos colonos, e recebeu o nome da esposa do administrador, Nísia Vilela Fernandes, municipalizada nos anos 1970 e transferida para um imóvel novo situado ao lado da antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Duque de Caxias (FEUDUC), nos anos 1990.
SERVIÇO
Roda de Conversa “Ancestralidade, Acessibilidade e Produção Cultural: Protagonismo Feminino na Baixada Fluminense”.
📍 Museu Vivo do São Bento – R. Benjamin da Rocha Júnior, s/n – São Bento, Duque de Caxias – RJ,
📅 19 de fevereiro (quinta-feira)
🕒 14 h
🔗 Evento gratuito
(*) Com Rafael Nascimento, assessoria de imprensa


















