‘As Suraras do Tapajós’, o primeiro grupo de carimbó formado exclusivamente por mulheres indígenas no Brasil, segue sua tour pelo país.
No Rio de Janeiro, elas participarão da abertura do show de Fafá de Belém, que celebra cinco décadas de carreira, no Circo Voador, na Lapa.
O encontro marca um diálogo potente entre diferentes gerações da música brasileira, conectando a força ancestral dos territórios indígenas ao legado de uma das vozes mais emblemáticas do país.

A VOZ DA RESISTÊNCIA
Antes da participação especial no Circo Voador, o grupo realiza hoje um show no Centro da Música Carioca Artur da Távola, na Tijuca, levando ao público o espetáculo “Suraras do Tapajós – Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência”.

SURARAS DO TAPAJÓS
Vindas de Alter do Chão, em Santarém (PA), território do povo Borari, as ‘Suraras do Tapajós’ são hoje uma das principais referências da música indígena contemporânea no país. Primeiro grupo de carimbó formado exclusivamente por mulheres indígenas no Brasil, o coletivo ressignifica o gênero amazônico – historicamente marcado pela presença masculina – a partir do protagonismo de mulheres originárias.

CELEBRAÇÃO, RITUAL, MANIFESTO
No espetáculo “Suraras do Tapajós – Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência”, o grupo mistura celebração, ritual e manifesto em uma experiência cênica que reúne música, dança e práticas ancestrais.
A sonoridade parte do carimbó tradicional, com curimbós, maracas e arranjos vocais em coro, reunindo canções autorais, faixas do álbum “A Força Que Vem das Águas – Kiribasáwa Yúri Yí-Itá” e referências a mestres do gênero, como Dona Onete.
Nas letras, um mergulho pelas relações com a natureza, pela memória coletiva e pelo protagonismo feminino indígena.

BANHO DE CHEIRO
Em cena, as artistas se apresentam descalças, com grafismos corporais e figurinos que evidenciam a identidade e os saberes de seus territórios.
A performance incorpora elementos imersivos, como coreografias coletivas, interação com o público e o tradicional banho de cheiro com ervas medicinais – prática ancestral amazônica ligada à cura e ao bem-estar – criando uma experiência sensorial que atravessa arte, espiritualidade e resistência.
“Nossa arte é luta, mas também é celebração. Cantamos em defesa do rio, da floresta, das mulheres e dos povos indígenas”, afirma Val Munduruku, integrante do grupo.

EM DEFESA DOS POVOS INDÍGENAS
Depois de circular pela Europa, com apresentações em países como França, Portugal e Finlândia, e de integrar a programação da COP30, em Belém, o grupo consolida uma trajetória marcada pelo fortalecimento da cultura indígena contemporânea nos palcos do Brasil e do mundo.
A participação no Circo Voador integra a agenda da maior turnê da trajetória das Suraras do Tapajós, que passa por 12 cidades brasileiras ao longo de 2026, ampliando o alcance de sua atuação artística e política em defesa dos territórios, das mulheres e dos povos indígenas.
Alem das Suraras do Tapajós, o show de Fafá de Belem também contará com participações dos músicos Manoel Cordeiro e Vitrola Aberta.
O projeto é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Petrobras e realização da Alter do Som, Ministério da Cultura e Governo Federal.

SERVIÇO
SURARAS DO TAPAJÓS NO RIO DE JANEIRO
Data: 04 Junho – Hoje
Local: Centro da Música Carioca Artur da Távola
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 824
Tijuca, Rio de Janeiro
Fafá de Belém – Turnê 50 anos
Abertura:
Suraras do Tapajós
Data: 05 de junho de 2026, sexta-feira, às 20h
Local: Circo Voador
Endereço: R. dos Arcos, s/n
Lapa, Rio de Janeiro
Participações: Manoel Cordeiro e Vitrola Aberta
CAPA Foto/Crédito: Bruna Callegari
















